Nesse Final de Semana tive que fazer uma visita ao Cemitério de Araras. Não entrarei em detalhes sobre os motivos porque são muito tristes, mas enquanto aguardava o momento mais difícil do dia, fui até os corredores de túmulos chorar e amenizar a angústia que me tomava.
Lembrei que já fiz isso outras vezes com meu grande amigo Ângelo (o Severino)... (Vamos ao Cemitério para refletir ou ter "conversas sérias”.)
Nesse dia quem me acompanhou foi outra grande amiga, Maria Helena ( a NÊ). Acabou que passamos pelo túmulo do Dr. Narciso Gomes. Contei à Mariazinha que fiz uma matéria sobre a Lenda do Dr. Narciso Gomes, e é ela que conto pra vocês agora.
Fui até o Cemitério no dia do aniversário de morte do "Médico dos Pobres". Ouvi (e gravei) a mesma história contada por diversas pessoas diferentes. Cada detalhe foi contado por alguém que tem nessa pessoa histórica, a fé da cura, da benção.
Como toda matéria, fui buscar algumas explicações também. E fiz belíssimas fotos, ao anoitecer dentro do Cemitério (experiência única), mas essas se perderam junto com a formatação do meu computador. Mas se algum dia encontrá-las perdidas em algum lugar, certamente as postarei aqui.
PS. Produzi a matéria para o jornal "EmFoco", em 2006. Foi uma das tarefas que fiz que me deram aquela sensação fantástica de que "Nasci para isso
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Lendas Urbanas... Você acredita?
Terça-Feira, 24 de agosto de 1923. A chuva forte que cai em Araras lava as ruas de lama da cidade enquanto uma doente geme em seu humilde leito. Sua doença se agravara e o pobre marido não sabe como levá-la até o centro da cidade para socorrê-la
Fortes batidas na porta de madeira denunciam que o socorro chegou. É o doutor Narciso Gomes, o médico dos pobres que mais uma vez estava em visita a um paciente.
Terno branco, camisa branca, gravata e meias brancas, sapato branco. O pai da pobreza não trazia consigo sinais da tempestade que continuava a cair naquela tarde.
O médico entrou, consultou a mulher e lhe receitou o remédio necessário para sua melhora, o qual o marido encontraria em qualquer farmácia do centro da cidade.
“Para onde vou, preciso ir sozinho”. Foram com essas palavras que o médico se despediu e se dirigiu a saída do casebre. Sob a chuva, o marido saiu logo em seguida em direção a farmácia mais próxima, onde aguardou o farmacêutico chegar do velório de um grande amigo.
Com a receita em mãos, assinada e datada há algumas horas pelo doutor Narciso Gomes, o humilde caboclo avisara que este estivera há pouco em sua casa, para atender sua esposa. O farmacêutico, espantado, não acreditou no que ouvira... O velório no qual esteve presente tratava-se da despedida desse mesmo médico, que morrera naquela madrugada no Hospital São Luiz de Araras.
Com a receita médica em mãos, certificou-se que aquela assinatura era realmente do falecido médico. O pai da pobreza havia ido ao socorro de mais um irmão, e nem mesmo a separação do corpo com a alma foi capaz de impedi-lo.
Há 82 anos a crença e a fé depositada em nome do doutor Narciso Gomes levam centenas de pessoas até o túmulo onde os restos mortais de seu corpo estão guardados. Sua história é transmitida de geração em geração, e junto com ela novos “milagres” atribuídos ao grande trabalhador que o médico foi. É o caso do aposentado Ângelo Marchetti, 66, que há mais de 25 anos visita todas as segundas-feiras, dia da semana que o catolicismo dedica às almas, o túmulo do médico e acende velas em agradecimento. Seu Ângelo conheceu essa história através de sua mãe, que lhe mostrou a importância da fé. Recuperado de um tombo que levou, no qual fraturou a terceira vértebra da coluna e, segundo ele, correu o risco de ficar paralítico, descobriu nas orações ao médico, esperança e alívio. “Sob sol ou sob chuva, estou aqui todas as segundas”, salientou.
Vanderlei Fernandes Bautista, diretor do Departamento de Estudos Doutrinários Luiz Antonio Sayão, do Instituto de Difusão Espírita da cidade de Araras explica que os “milagres” alcançados através da fé nas preces são conseqüências da ação benéfica sobre o corpo e a mente. Se o ritual da prece é feito de coração, sem intenções para benefícios próprios materiais, a oração se transforma num gerador de energia, que sintonizam os espíritos de elevação moral. A fé, movida por boas intenções, segundo Bautista, permite a reforma intima das pessoas.
Independente de doutrinas ou religiões, muito ainda se fala sobre a presença do doutor Narciso Gomes em socorro aos necessitados. Lenda ou fato histórico? Em quê você acredita?
4 comentários:
Cê sabe que sou meio cética, meio descrente... Mas, se tem um cara que eu admiro muito é o Doutor Narciso Gomes. Não acho que seja lenda urbana. O cara foi um iluminado, e se falaram - e falam - muito bem dele, é porque ele fez por merecer.
Continue escrevendo, flor. É por isso que cada dia mais eu vejo que você é Jornalista, com J maiúsculo!
Beijos.
Mariazinha
Gii, cada vez mais admiro você, minha querida prima...
sempre trouxe boas lembranças para toda nossa família.
Adorei essa lenda sobre o Dr.Narciso Gomes, já sabia sobre a lenda, mas não detalhadamente como vc explica nesse seu blog.
Adoreii ele tbm, por sinal...hehehe
Bjão, e sucesso pra vc!!
Jornalista com J MAIÚSCULOO..hehehe..^^
Camila!! =)
é Giornalista com G maiusculo!
auhauha
Não conhecia a lenda... mas conheço a Ne..
Mas é bom ve-la escrevendo.... mentenha a frequencia!
por favor!
Bjoka do Severino
Fico encantada e emocionada a cada vez que encontro aqui na net algo que fala do Dr. Luiz Narciso Gomes, meu bisavô, e que posso afirmar, não se trata de uma lenda, mas de uma realidade que foi a vida dele e desde criança ouvia os casos contados pelo meu pai Arlindo Gomes, neto dele.
è uma honra muito grande ser bisneta de uma pessoa tão querida que só deixou exemplos de amor e caridade para com o próximo.
Muito obrigada!
Luciene Gomes
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